ASM Industries ganha contrato de fornecimento de duas plataformas para o novo parque eólico offshore em Viana do Castelo

  • On 3 Agosto, 2018

Windplus assina contrato com ASM no âmbito do projeto WindFloat Atlântico

A ASM Industries, o maior produtor português de torres eólicas e fundações offshore, foi a empresa escolhida para fabricar e fornecer duas plataformas completas para o novo parque eólico offshore em Viana do Castelo, no âmbito do projeto WindFloat Atlântico. A produção dos equipamentos já está a decorrer e a entrega das plataformas está prevista para junho de 2019.

«Uma clara vitória da nossa estratégia em querer posicionar a ASM Industries entre os principais fornecedores da Europa de equipamentos metálicos para o setor da Energia, nomeadamente torres eólicas, fundações offshore e estruturas marítimas», destaca Adelino Costa Matos, CEO da ASM Industries. «Nesta fase estamos a investir um total de 40 milhões de euros em duas novas unidades, em Setúbal e Aveiro, para fabricar estruturas offshore em série, pois sabemos que é uma área estratégica e com um potencial a explorar.»

O projeto WindFloat Atlântico, detido pela empresa Windplus, tem previsto entrar em operação no verão de 2019, e tem como finalidade o aproveitamento da energia eólica offshore, através de uma tecnologia inovadora da empresa Principle Power. É constituída por três plataformas flutuantes semi-submersíveis e triangulares, onde assenta uma turbina eólica com 8.4 MW (megawatts) de capacidade de produção. Esta tecnologia inovadora permite a exploração do potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40 metros.

«Este é um grande passo para o desenvolvimento do cluster das energias oceânicas no nosso País, aposta clara deste governo», afirma Adelino Costa Matos. «Este projeto deve ser encarado como uma oportunidade única de o nosso País ganhar as competências, infraestruturas e know-how no fabrico de estruturas para o sector oceânico. O mercado de parques eólicos offshore em todo o mundo tem um grande potencial e a tecnologia utilizada no projeto WindFloat Atlântico permite que Portugal possa continuar a ser pioneiro nesta área.»

Adelino Costa Matos reforça ainda que «este é um contrato importante para a ASM Industries, primeiramente por ser um projeto no nosso País, e por outro uma clara validação da estratégia e dos investimentos industriais da ASM em Portugal». «Temos muito orgulho em criar valor no nosso País em projetos inovadores e disruptivos. Ambicionamos faturar 50 milhões de euros 2020 com uma contribuição dos equipamentos offshore de 70% e criando 200 postos de trabalho na área. Desde 2014 a empresa tem vindo a crescer a uma média de 20% ao ano, e este ano de 2018 vai alcançar os 100%», salienta o CEO.

O projeto WindFloat integra a Estratégia Industrial para as Energias Renováveis Oceânicas. Pode ler-se no diploma do Governo a principal finalidade do projeto: «criar as condições para a emergência de um novo cluster industrial exportador, com 1.500 novos empregos diretos».

Os testes foram realizados durante cinco anos com um protótipo pioneiro de produção de energia eólica assente numa plataforma em pleno mar na Aguçadoura, junto a Póvoa de Varzim. Segundo a EDP Renováveis, os testes provaram a fiabilidade da solução tecnológica em situações climatéricas adversas, ao resistir a ondas com mais de 17 metros e ventos superiores a 60 nós. «Único no mundo, o WindFloat gerou e injetou na rede elétrica nacional mais de 17 GWh (gigawatts-hora), o que revela elevados níveis de disponibilidade», adianta a EDP Renováveis.

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